
É mesmo preciso dizer alguma coisa porque um ano termina e outro ano começa?
Quase sempre me pareceu preciso. Mas desta vez não vou dizer muito, prefiro me entregar aos acontecimentos. Não reafirmarei promessas que sucumbem antes mesmo do carnaval.
Não é tarefa fácil, já me peguei várias vezes afagando expectativas para as novas datas, ainda tão incertas.
Tenho sonhos e desejos, mas dessa vez quero o destino manifesto. Por isso ficarei quietinha enquanto o ano termina. Quero a sinfonia do acaso, não sei bem se por cansaço ou preguiça, não projeto palavra alguma, porque no meu íntimo as ressonâncias se encontram sem que se diga um "a".
Não preciso de muitas palavras só porque o ano termina. Nem promessas, nem acerto com o passado, nem reproduzir automaticamente as frases dos cartões pré-fabricados, todas tão prontas e tão automáticas.
No fundo no fundo, a única coisa que importa, mesmo, em qualquer altura da folhinha, ano termine ou comece, é que eu tenho um amor sem destino.
E por essa falta de norte, nessa porosidade de perspectivas, solto as amarras do passado e nem vislumbro futuro, aguardo apenas, eu e meu coração, encostados no lado azul do silêncio, enquanto os calendários se fecham.
Quase sempre me pareceu preciso. Mas desta vez não vou dizer muito, prefiro me entregar aos acontecimentos. Não reafirmarei promessas que sucumbem antes mesmo do carnaval.
Não é tarefa fácil, já me peguei várias vezes afagando expectativas para as novas datas, ainda tão incertas.
Tenho sonhos e desejos, mas dessa vez quero o destino manifesto. Por isso ficarei quietinha enquanto o ano termina. Quero a sinfonia do acaso, não sei bem se por cansaço ou preguiça, não projeto palavra alguma, porque no meu íntimo as ressonâncias se encontram sem que se diga um "a".
Não preciso de muitas palavras só porque o ano termina. Nem promessas, nem acerto com o passado, nem reproduzir automaticamente as frases dos cartões pré-fabricados, todas tão prontas e tão automáticas.
No fundo no fundo, a única coisa que importa, mesmo, em qualquer altura da folhinha, ano termine ou comece, é que eu tenho um amor sem destino.
E por essa falta de norte, nessa porosidade de perspectivas, solto as amarras do passado e nem vislumbro futuro, aguardo apenas, eu e meu coração, encostados no lado azul do silêncio, enquanto os calendários se fecham.



